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A produção da imagem técnica fotográfica chega ao ponto máximo de sua especulação. Se por um lado teóricos da arte e da imagem questionaram a representação e seu encantamento dissimulado, por outro chegamos ao lugar da total ebriedade e auto-adoração da construção disfuncional de imagens.

Neste cenário no qual nos deparamos com o isolamento social impelido pelo Covid-19 se realiza, paradoxalmente, o momento da salvação pelas imagens. É fundamental que discutamos como temos produzido imagens, com que meios e com quais fins? Por onde a imagem do agora circula e perdura no tempo? Onde está a fotografia que vi a um segundo atrás? Quem são os milhares de rostos que vemos por segundo? Onde habitam as paisagens. O público e o privado? Os cartões postais turísticos, as cidades…

Quanto mais produzimos imagem, temos imagem alguma. Seria esta a questão?

Atentos ao momento crucial de saúde, social e estético que estamos inseridos e enfrentando agora, a partir de 2020, a Galeria Homero Massena propõe seu primeiro FÓRUM DA IMAGEM, para promover o debate sobre a CONSTRUÇÃO DE IMAGENS URGENTES. Por que produzimos imagens?

A proposta se orienta em um projeto de formação e difusão a partir da urgência do contexto, em que nos deparamos de sobressalto neste ano de 2020. O objetivo principal é norteado pelo debate sobre a demasiada produção de imagem fotográfica no contemporâneo e seu auge em período de isolamento social, regulamentado por decreto de estado de emergência em saúde pública.

Pretende-se incentivar a reflexão sobre os pontos aparentemente distantes entre saúde, sociedade e estética, tentando entender que a produção coletiva de saúde e a responsabilidade sanitária estão diretamente ligadas a como consumimos, produzimos e nos relacionamos esteticamente.

Nicolas Soares

Coordenador GHM

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*Imagem de divulgação: a partir do trabalho “Espacio de Contemplacion” do artista Marcus Vinícius (ES).

Acervo Galeria Homero Massena.


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